Antes do tempo,
antes da carne,
elas já existiam.
Palavras.
Delas nasceu o bem,
delas o mal fez morada.
Há palavras que ferem,
outras que condenam,
e há aquelas que,
caladas,
assombram mais que a morte.
O homem foge dos demônios
que ele mesmo cria
no templo escuro da mente.
E quanto pesa
aquilo que nunca foi dito?
Talvez a esperança
seja apenas uma luz esquecida
atrás dos lábios,
esperando que o medo
e a vergonha
finalmente se calem.
Pois há palavras
que não foram feitas para serem ditas.
Foram feitas para despertar a alma.
Francisco Monteiro
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Autor:
Francisco Monteiro (
Offline) - Publicado: 6 de setembro de 2026 18:29
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 32
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Nelson de Medeiros

Offline)
Comentários2
Belo e muito profundo!
Parabéns, poeta!
Um abraço.
Sou profundamente grato a ti, irmã das letras,
Poeta, sempre poeta! Muito aprecio suas palavras.
Agradeço-te, irmão de letras, pela companhia nos caminhos da palavra.
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