Pesadelo acordado

Bruno Boaventura

  • Houve uma noite ao qual o sonho não me permitia adentrar seu reino. 
  • Fechei os olhos e desejei um anseio, 
  • um anseio que minha alma ansiava com voracidade, 
  • desejei que nem por um instante minha mente se cerca-se numa calmaria, 
  • calmaria esta que me permitiria adormecer,  
  • e no descanso o reino dos sonhos lá eu estar. 
  • Queria adentrar este reino e lá mergulhar nas profundezas de suas marés, 
  • caminhar sobre a superfície das mais distantes planícies, 
  • voar em meio as mais ponderosas nuvens, 
  • sobre elas observar as estrelas antes de as tocar. 
  • Esta calmaria que almejava não veio e ali permaneci, 
  • em meio aos meus pesadelos inquietantes que jamais almejei revisitar. 
  • Os sonhos tão desejados jamais viriam enquanto acordado estivesse,  
  • mas os pesadelos desprezados por mim,  
  • não se importavam se estivesse acordado. 
  • Autor: Bruno Boaventura (Offline Offline)
  • Publicado: 6 de setembro de 2026 10:03
  • Comentário do autor sobre o poema: estou tão acostumado com momentos tenebrosos que até mesmo nos sonhos, não me permito deles me livrar
  • Categoria: Triste
  • Visualizações: 3
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