Bruno Boaventura
Pesadelo acordado
- Houve uma noite ao qual o sonho não me permitia adentrar seu reino.
- Fechei os olhos e desejei um anseio,
- um anseio que minha alma ansiava com voracidade,
- desejei que nem por um instante minha mente se cerca-se numa calmaria,
- calmaria esta que me permitiria adormecer,
- e no descanso o reino dos sonhos lá eu estar.
- Queria adentrar este reino e lá mergulhar nas profundezas de suas marés,
- caminhar sobre a superfície das mais distantes planícies,
- voar em meio as mais ponderosas nuvens,
- sobre elas observar as estrelas antes de as tocar.
- Esta calmaria que almejava não veio e ali permaneci,
- em meio aos meus pesadelos inquietantes que jamais almejei revisitar.
- Os sonhos tão desejados jamais viriam enquanto acordado estivesse,
- mas os pesadelos desprezados por mim,
- não se importavam se estivesse acordado.