Dodge Leal
Enclausurada entre os muros da maldição, a décima terceira família desleal segue firme em sua jornada terrivelmente dolorosa: uma marcha fúnebre rumo ao túmulo. Talvez esperem pela salvação nesta existência degradante e profana. Mas o décimo terceiro convidado anda à espreita, esperando o momento em que seus atos de pura falsidade e alta traição sejam perdoados.
As sete espadas em seu sonho revelam que sua alma pútrida de traidor não tem mais paz. Em suas noites, brotam apenas flores de ganância e perversidades vãs. Contudo, todos nós sabemos seus segredos mais profundos e sua capacidade mais imunda, que ecoa de suas bocas infernais.
Podem passar as lembranças, mas o tempo não apaga suas auras negras. Em suas lápides estará cravado com sangue todo o caráter de uma velha bruxa, marcado por suas próprias palavras de ser ruim como carne de cobra. Ali jazerá junto àquele que dorme e acorda com um rato podre na boca, escondido em seu buraco de crueldade.
O mundo não é mais o mesmo para seres tão abjetos. Porém, o futuro desse clã decadente já está predestinado pelo universo, em suas marcas de gosto acre, em seu atalho pelo jardim das escrituras da vida, repleto de espinhos sem flores; um dia eles sentirão o doce sabor do próprio veneno destilado.
Quando a última engrenagem do tempo cobrar sua dívida, o décimo terceiro convidado finalmente sairá da espreita. Não haverá súplica que apague suas marcas de sangue e covardia. O clã dos Assis já está sepultado em vida sob os escombros de seu próprio castelo arruinado pela avareza, condenados a marchar na escuridão do seu próprio mundo por toda a eternidade.
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Autor:
Julian Lael (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de setembro de 2026 05:47
- Comentário do autor sobre o poema: Dodge Leal é um escritor e observador atento da condição humana, que utiliza a palavra escrita como ferramenta de transformação social e empatia. Com uma sensibilidade que conecta a realidade cotidiana às causas coletivas, o autor transita pela poesia com o propósito de dar voz ao que cura, acolhe e conscientiza. Em sua obra, a rigidez dos temas sociais e da saúde ganha a fluidez dos versos, transformando poesia em pura expressão de afeto e preservação da vida. Sinopse: Condenados por atos de pura falsidade e alta traição, os membros do clã dos Assis arrastam-se em uma eterna marcha fúnebre rumo ao túmulo. Sob o olhar de forças ocultas que conhecem sua imundície, essa linhagem decadente está predestinada a provar do próprio veneno e a carregar nas costas, por toda a eternidade, o peso esmagador de um castelo arruinado pela avareza.
- Categoria: Não classificado
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- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.
- Em coleções: Pra Viver Poesia.

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