Dodge Leal
Enclausurada entre os muros da maldição, a décima terceira família desleal segue firme em sua jornada terrivelmente dolorosa: uma marcha fúnebre rumo ao túmulo. Talvez esperem pela salvação nesta existência degradante e profana. Mas o décimo terceiro convidado anda à espreita, esperando o momento em que seus atos de pura falsidade e alta traição sejam perdoados.
As sete espadas em seu sonho revelam que sua alma pútrida de traidor não tem mais paz. Em suas noites, brotam apenas flores de ganância e perversidades vãs. Contudo, todos nós sabemos seus segredos mais profundos e sua capacidade mais imunda, que ecoa de suas bocas infernais.
Podem passar as lembranças, mas o tempo não apaga suas auras negras. Em suas lápides estará cravado com sangue todo o caráter de uma velha bruxa, marcado por suas próprias palavras de ser ruim como carne de cobra. Ali jazerá junto àquele que dorme e acorda com um rato podre na boca, escondido em seu buraco de crueldade.
O mundo não é mais o mesmo para seres tão abjetos. Porém, o futuro desse clã decadente já está predestinado pelo universo, em suas marcas de gosto acre, em seu atalho pelo jardim das escrituras da vida, repleto de espinhos sem flores; um dia eles sentirão o doce sabor do próprio veneno destilado.
Quando a última engrenagem do tempo cobrar sua dívida, o décimo terceiro convidado finalmente sairá da espreita. Não haverá súplica que apague suas marcas de sangue e covardia. O clã dos Assis já está sepultado em vida sob os escombros de seu próprio castelo arruinado pela avareza, condenados a marchar na escuridão do seu próprio mundo por toda a eternidade.