Garganta de escombros

Célia Amaral

O meu silêncio é ensurdecedor,minhas lágrimas geram enchentes e ruínas, e a tristeza consome tudo em brasa.

Um novo ciclo desperta com o pulso da destruição.

Quando o peito abriga os escombros, restos de guerra arranham a garganta e o ódio me consome por dentro.

Hahahahah...

Será que a jaula enfim se abrirá para me libertar?

Será que o mundo está pronto para me conhecer de verdade?

Aguardo ansiosamente pelo meu senhor.

O seu retorno será grandioso — e, enfim, terei a paz que tanto anseio.

  • Autor: Hera (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 29 de agosto de 2026 13:55
  • Categoria: Gótico
  • Visualizações: 3
  • Em coleções: Ivy.


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