Célia Amaral

Garganta de escombros

O meu silêncio é ensurdecedor,minhas lágrimas geram enchentes e ruínas, e a tristeza consome tudo em brasa.

Um novo ciclo desperta com o pulso da destruição.

Quando o peito abriga os escombros, restos de guerra arranham a garganta e o ódio me consome por dentro.

Hahahahah...

Será que a jaula enfim se abrirá para me libertar?

Será que o mundo está pronto para me conhecer de verdade?

Aguardo ansiosamente pelo meu senhor.

O seu retorno será grandioso — e, enfim, terei a paz que tanto anseio.