O mundo que eu nasci, mato, entristeço

Diogo Miguel

O mundo que eu nasci, mato,entristeço

E espera sempre de mim novidade

Entrega a beleza com igualdade

Que pelo estado de alma não mereço

 

A meio dos campos, choro e padeço

Desvio os meus olhos da claridade

Poupo ao mundo a perda da eternidade

Que há muito que o seu esforço já conheço

 

E exausto estou da minha nociva

Presença, enaltece me a existência 

Ser digno de uma boa expectativa

 

Mas por não ver no mundo influência 

Da minha falta, torno me na viva

Única alma que sofreu desistência 

  • Autor: Diogo Miguel (Offline Offline)
  • Publicado: 29 de agosto de 2026 12:36
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 0


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