Diogo Miguel

O mundo que eu nasci, mato, entristeço

O mundo que eu nasci, mato,entristeço

E espera sempre de mim novidade

Entrega a beleza com igualdade

Que pelo estado de alma não mereço

 

A meio dos campos, choro e padeço

Desvio os meus olhos da claridade

Poupo ao mundo a perda da eternidade

Que há muito que o seu esforço já conheço

 

E exausto estou da minha nociva

Presença, enaltece me a existência 

Ser digno de uma boa expectativa

 

Mas por não ver no mundo influência 

Da minha falta, torno me na viva

Única alma que sofreu desistência