No escuro mundo, que eu vivia
Vi coragem se esvair
Virar poesia
Contava as estrelas
Que o céu não tinha
E a noite inteira, nunca via o dia
No enigma da penumbra
Olhava os olhos do mundo
Dor, que vislumbra
O nada que já foi tudo
A música do surdo
Que canta o mudo
E os olhos do cego
Para guiar nosso rumo
Caminho de pedras
Lua, cansada deveras
E numa simples onomatopeia
Meu coração, seu latejo
Presos, vermelhos, anseiam
Um último batimento
A lua estilhaça em mil pedaços
A luz invade o grande espaço
Cegando todos, que não estavam acostumados
A ver vitória, num lugar devastado
-HMT
-
Autor:
Heloisa M. T. (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de agosto de 2026 22:01
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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