Não preciso que me ame,
Aprendi a caminhar sem tuas mãos.
Há um silêncio que me veste
Melhor que antigas ilusões.
A casa ecoa meus passos lentos,
Como se o tempo desistisse de mim,
E cada lembrança que ainda resiste,
É só um fantasma pedindo um fim.
Não há retratos sobre a mesa,
Nem promessas para guardar,
Só a ausência feita presença,
E um vazio que insiste em ficar.
Já não espero por vozes na porta,
Nem por um nome a me chamar,
Sou feito noite sem aurora,
Um céu cansado de esperar.
Não preciso que me ame,
Repito como quem quer crer,
Mas no fundo, em algum lugar,
A solidão também sabe doer.
-
Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de agosto de 2026 07:02
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.