A noite não pede licença quando o lençol vira mar.
Você sabe exatamente o tom da sua pele
quando se deita sem pressa,
deixando a luz da janela desenhar no seu quadril
a linha exata onde a minha boca quer se perder.
Não há pressa, mas há uma urgência silenciosa.
É o peso do seu corpo chamando o meu,
a respiração curta que encosta no meu pescoço
antes mesmo dos dedos se encostarem.
Quando minha mão encontra a sua cintura,
o mundo lá fora encolhe.
Sinto o ritmo quente do seu peito subindo e descendo,
a tensão boa que corre na parte interna da sua coxa
à espera do primeiro arrepio.
Você se move por cima de mim, lenta, consciente do poder que tem.
Os cabelos caem nos meus olhos,
o atrito da pele com pele acende um fogo fundo,
daqueles que fazem a cabeça girar e o ventre estremecer.
É o som baixo do seu gemido perto do meu ouvido
que me tira o juízo.
Um balanço firme, ritmado, que puxa o ar do meu peito
e faz a mente se perder em cada curva sua,
até não sobrar nada além de nós dois,
presos nesse nó de suor, calor e entrega.
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Autor:
Versos Discretos (
Offline) - Publicado: 20 de agosto de 2026 08:16
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 6

Offline)
Comentários1
Uau... este foi o melhor poema, até agora, entre os que me mostraste. Quando li, lembrei de um poema de 2025 em que exploro os abismos da alma: uma erotização que se manifesta na contemplação da ausência, dos desejos insatisfeitos de uma Verônica transgressora com um sabor hilstiano... Vou procurar no meu diário secreto. Tenho de pensar se vou publicar aqui, porque é sobre meu casamento com um homem muito mais velho que eu e viúvo... se não, te envio um link privado.
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