se é
afiada lâmina
que retalha o apego,
se sua gélida indiferença
petrifica a afetividade,
e o desprezo repele
o bem-querer;
se sua alma é
a forja dúctil e tenaz qual aço,
inacessível às subjetividades do coração:
o que resta ao outro?
senão fugir feito pássaro engaiolado,
que sonha planar em voo livre.
no livramento, projeta-se veemente
para longe do cárcere.
o que resta ao outro?
senão, feito pássaro agora livre,
pousar em novos pomares,
onde o aromático e doce afeto
o acolhe.
-
Autor:
Gilberto C. S. Jr. (
Offline) - Publicado: 18 de agosto de 2026 22:48
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 36
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
Comentários1
Lindas palavras! Abraço poético! Boa noite, poeta!
Bom dia! Obrigado pela leitura...sigamos irmanados pela poesia. Abraço.
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