Há uma solidão que só conhece
quem carrega no peito
um coração feito de excessos.
São terrivelmente sós
os que amam demais,
os que guardam palavras na garganta,
os que transformam a própria dor em poesia.
Há dias em que a alma
se torna uma casa silenciosa,
onde cada lembrança
anda descalça pelos cômodos
e faz barulho demais.
E eu, que já morri tantas vezes
sem nunca deixar de respirar,
aprendi que algumas dores
não querem cura
querem apenas tempo.
Tempo para que a ferida
deixe de ser ferida,
para que a saudade aprenda a caber no peito,
e para que a gente consiga chamar de cicatriz
aquilo que um dia
parecia impossível sobreviver.
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Autor:
Tória (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de agosto de 2026 18:34
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4

Offline)
Comentários1
Lindas palavras! Ótima noite, poeta! Abraços poéticos!
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