Randômico, mas não por acaso

Antonio Luiz

a pedra, em seu andar imóvel

não prefere os sapatos ao chão

mas ela se põe em carinho bruto

em modo geométrico de evitação

 

os mapas de maior juízo

costumam errar por capricho

só para deixar às distâncias

alguma chance de imprevisto

 

pra perder algo direitinho

é preciso amá-lo distraidamente

as coisas pidonhas de aconchego

costumam se esconder por aí

 

e pra que reclamar da chuva

se ela desce apressada e escorrida

como quem já conhece o caminho

mas finge perder pra o achar?

 

– esse poema foi publicado em meu blog pessoal (https://antoniobocadelama.blogspot.com/) em 17/08/26 –

  • Autor: Antonio Luiz (Offline Offline)
  • Publicado: 18 de agosto de 2026 12:57
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 1


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