Não tenho ouro, nem prata, mas dou flores!

Gino, Sinvaldo de Souza

Não tenho ouro, nem prata, mas dou flores!

Não tenho ouro pra guardar em cofre,  
nem prata que faça barulho ao cair.  
Mas trago nas mãos um buquê simples,  
porque é assim que aprendi a florir.

O ouro pode ser roubado com o tempo,  
e a prata se perde seu brilho.  
Mas a flor tem cheiro de presente,  
e nome de quem lembrou do seu nome.

Cada pétala é um "obrigada" quieto,  
cada cor é um "eu te honro" em voz.  
Não pago contas, não resolvo o mundo,  
mas perfumo o dia de quem eu sou.

Se não posso dar riqueza à mesa,  
dou beleza que desmonta a dor.  
Porque tem coisa que não se compra:  
o carinho que vira flor.

Recebe, pois, esse pouco que é muito,  
plantado no chão do meu coração.  
Não tenho ouro, nem prata...  
mas dou flores. E dou com paixão.

  • Autor: GINO (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 16 de agosto de 2026 11:05
  • Categoria: Ocasião especial
  • Visualizações: 12
  • Usuários favoritos deste poema: Jorge E. Leal
Comentários +

Comentários1

  • LEIDE FREITAS

    Muito bonito! Bom dia e excelente final de semana.

    P.S. O ouro puro não enferruja, se um objeto de ouro manchar é pq não é ouro puro.

    • Gino, Sinvaldo de Souza

      Olá, obrigado pelo comentário,! O sentido é figurativo, se refere aos valores mundanos, tudo que é temporal se acaba, é finito ! O ferrugem neste caso não é empregado no seu sentido químico,! Enfim, no poema é uma paráfrase bíblica. Mesmo assim, fiz ajuste para uma melhor interpretação, muito obrigado pelo comentário, me ajudou muito! Abraço fraterno!



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