Gino, Sinvaldo de Souza

Não tenho ouro, nem prata, mas dou flores!

Não tenho ouro, nem prata, mas dou flores!

Não tenho ouro pra guardar em cofre,  
nem prata que faça barulho ao cair.  
Mas trago nas mãos um buquê simples,  
porque é assim que aprendi a florir.

O ouro enferruja com o tempo,  
e a prata se perde, some, some.  
Mas a flor tem cheiro de presente,  
e nome de quem lembrou do seu nome.

Cada pétala é um \"obrigada\" quieto,  
cada cor é um \"eu te honro\" em voz.  
Não pago contas, não resolvo o mundo,  
mas perfumo o dia de quem eu sou.

Se não posso dar riqueza à mesa,  
dou beleza que desmonta a dor.  
Porque tem coisa que não se compra:  
o carinho que vira flor.

Recebe, pois, esse pouco que é muito,  
plantado no chão do meu coração.  
Não tenho ouro, nem prata...  
mas dou flores. E dou com paixão.