Lotes em vermelho
Sangue em vermelho, forte vinha
Florescendo a taça sobre os dedos
Descendo aquele forte álcool garganta a dentro.
A luz do eclipse reluz sobre a pele albina e branca
Cabelos sobre os ombros, recaí sobre uma linda ondulação
Podes me ver? me sentir?.
Aquele forte desejo escorre pelas minhas bocas ressecadas e dormentes
O sangue quente e majestoso percorre por toda minhas raízes fortificadas e coladas ao solo fértil
Ligadas estão por um fio invisível e dimensional.
A resposta veio de maneira simplória e delicada, através de uma música, melodia apática, baixa
Como um fogo preste a se apagar sobre a lareira fria
Um vento gelado e reconfortante
Podes me ver? me sentir? A resposta veio ao meu ouvido.
Sopro quente, lento e difícil de se escutar
Ligaduras enfraquecidas pelo álcool ingerido e energia imobilizada
A calmaria vem assim pela solitude, pela prece tomada no silêncio
E pelo sangue derramado no escurecer da noite.
Podes me ver? me sentir? A resposta dita, sentida
Ao cravejar dos dentes afiados e caninos, sobre a pele rosada e manchada
Do mais vívido sangue e lotes em vermelho.
GabrielMaria
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Autor:
Biel (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de agosto de 2026 23:03
- Categoria: Gótico
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

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