Gabrielmaria

Lotes em vermelho

Lotes em vermelho 

 

Sangue em vermelho, forte vinha 

Florescendo a taça sobre os dedos 

Descendo aquele forte álcool garganta a dentro.

 

A luz do eclipse reluz sobre a pele albina e branca 

Cabelos sobre os ombros, recaí sobre uma linda ondulação

Podes me ver? me sentir?.

 

Aquele forte desejo escorre pelas minhas bocas ressecadas e dormentes

O sangue quente e majestoso percorre por toda minhas raízes fortificadas e coladas ao solo fértil 

Ligadas estão por um fio invisível e dimensional.

 

A resposta veio de maneira simplória e delicada, através de uma música, melodia apática, baixa 

Como um fogo preste a se apagar sobre a lareira fria

Um vento gelado e reconfortante 

Podes me ver? me sentir? A resposta veio ao meu ouvido.

 

Sopro quente, lento e difícil de se escutar 

Ligaduras enfraquecidas pelo álcool ingerido e energia imobilizada 

A calmaria vem assim pela solitude, pela prece tomada no silêncio 

E pelo sangue derramado no escurecer da noite. 

 

Podes me ver? me sentir? A resposta dita, sentida 

Ao cravejar dos dentes afiados e caninos, sobre a pele rosada e manchada

Do mais vívido sangue e lotes em vermelho.

 

GabrielMaria