Eu duvido de mim mesma,
duvido até da minha sombra,
que me abandona no escuro
e me pega despreparada
na luz solar escaldante.
Nem sempre essa dúvida é banal;
é um fio sublime de tentativas
entre o "será que estou certa?"
e o "e se der errado?".
E é o "se" que me pega.
É sempre a dúvida
que me detém.
As vezes eu tenho a impressão
que a incerteza é um monstro infantil
que mora dentro da minha cabeça
e de lá, sempre me incomoda,
faz morada
e me acaba,
mas é também na incerteza das coisas
que eu tenho a constante vontade
de descobrir a verdade,
por que é isso que me faz crescer,
minha verdade me faz viver,
e não me afunda nesse universo
onde tudo é um paradoxo.
-
Autor:
nevemistica (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de agosto de 2026 15:10
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.