Garça, voo rasante em cardumes...
No Boulevard Olímpico,
entre pescadores
içando bagre, corvina, tainha,
havia um com uma linha
invisível dentro d'água,
prendendo o presente ao passado,
pescador capturado,
olhos banidos para o horizonte,
praticava pesque e solte.
Nas águas floridas,
sempre vestida
de penas coloridas
para cavar as feridas —
Garateia, sinfonia de anzóis.
Anzol se agarra à pele,
arpão, ao coração.
Pode a palavra, como peixe,
sobreviver até um dia
fora do poema?
Entre pescadores,
o homem, com linha invisível,
linha dobrada, de pesca pesada,
duelo de sombras no abismo,
camuflagem versus camuflagem,
passou o dia pescando,
fisgando o mesmo peixe,
o peixe-pedra.
Este homem sou eu.
LASANA LUKATA
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Autor:
LASANA LUKATA (
Offline) - Publicado: 14 de agosto de 2026 17:34
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
Comentários1
Interessante. Gostei.
Boa noite, Lusana Lukata!
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