No Boulevard Olímpico,
entre pescadores
içando bagre, corvina, tainha,
havia um com uma linha
invisível dentro d\'água,
prendendo o presente ao passado,
pescador capturado,
olhos banidos para o horizonte,
praticava pesque e solte.
Entre pescadores,
o homem, com linha invisível,
linha dobrada, de pesca pesada,
duelo de sombras no abismo,
camuflagem versus camuflagem,
passou o dia pescando,
fisgando o mesmo peixe,
o peixe-pedra.