O espelho não reflete: devora.
Mastiga a pele do mercúrio
até que um rosto sem idade
atravesse a pupila
como quem retorna
de onde o tempo não entrou.
O vidro incuba ruínas.
Cada reflexo é um fóssil
que ainda respira.
Não existe passado.
Existe o peso
daquilo que insiste
em sobreviver ao próprio fim.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 14 de agosto de 2026 09:47
- Comentário do autor sobre o poema: 1/3
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
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