Há uma casa dentro de mim
onde o tempo nunca dorme,
corredores feitos de lembranças,
janelas abertas para o infinito.
Ali, minha ALMA caminha
descalça sobre os dias,
carregando antigas cicatrizes
como quem carrega estrelas apagadas.
Conheci a sombra.
Ela veio sem fazer ruído,
sentou-se à mesa do coração
e tentou chamar a escuridão de destino.
Mas nenhuma noite é eterna.
Há dentro de mim uma pequena chama,
frágil como uma vela diante do vento,
e ainda assim suficiente
para desafiar o abismo.
Minha ALMA não é feita somente de luz.
Também conhece seus fantasmas,
suas perdas, seus medos,
as portas que precisou fechar
e aquelas que ainda deseja abrir.
Já fui tempestade,
já fui silêncio,
já fui ruína depois da chuva.
Mas alguma coisa permaneceu.
Talvez seja isso que chamamos de alma:
o lugar secreto onde guardamos
aquilo que o mundo não conseguiu destruir.
E amanhã, quando o sol nascer,
talvez eu ainda carregue minhas sombras.
Mas caminharei.
Porque até uma alma cansada
pode aprender novamente
a florescer.
— Juliana Hoffmann Liska
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Autor:
Jullyne and Jully (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 12 de agosto de 2026 16:07
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1
- Em coleções: POESIAS D\'Mundo.

Offline)
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