E o círculo sob a parede passou
Apontando para o que não fica parado
Voltou do começo muito apressado
Realmente importa? Isso é o que eu sou
Dias cheios e mesas das mais fartas
Jantando juntos todas as quartas
Reuniões e cochichos nos quartos
Guardando as memórias em suas fotos
Salvei as últimas vozes transmitidas
Para quem falou “tchau, eu te amo”
Nunca pensaria ser a última despedida
Um clique no gancho me indica desamo
Na estante eternamente sozinho
Eternizando ideias não apagadas
Relatando paixões abandonadas
Professor de luz, porém sem caminho
Servi as mãos de muitos malfeitores
Consumei vitalidade de infratores
Disparei sonhos e consumi finais
Já não posso esconder dores reais
No calor de belos dias vinham a mim
Meu azul alegrava as grandes famílias
Hoje esverdiei-me, sem vida, sem fim
Onde já fui bem pisado não há ladrilhas
Eu encontrei uma solução para a dor
Fiel aos fiéis, com pensares sagrados
De joelhos a confessar teus pecados
Meu púlpito só, meu reino sem louvor
Compartilhando o mundo inteiro
Integrado a tudo, somos estrangeiros
Sobre ares, mares, tudo em um papel
Em um paraíso mundano sou o réu
Pedras frias de mármore nomeadas Uma vida fervorosa, escrita em flores
Ossos dando vida às mortes deixadas
Um crepúsculo de finitos amores
Se cada cada vida nos leva ao comum
Então, mesmo diferentes, somos todos um.
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Autor:
Sampaio Dan (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 10 de agosto de 2026 12:19
- Comentário do autor sobre o poema: Independentemente do que somos, o que vivemos, sentimos e fazemos, o nosso destino é o mesmo, então porque de tantas diferenciações?
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Danilo Sampaio
- Em coleções: A viver por conceitos.

Offline)
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