O vento

Gabriel Carneiro


Aviso de ausência de Gabriel Carneiro
YES

Nunca te vi, nunca te toquei, mas sei que sempre passa aqui, as vezes cedo demais, as vezes ao meio dia e também tarde demais, te sinto passar entre meus dedos, e no frio fecho portas, janelas, para você não entrar, mas você sempre acha um jeito, vejo as crianças na rua perguntando cadê você, pois a pipa precisa voar, e alguns tem raiva pois você levanta a bata do padre no altar.

Quando você está bravo, vejo se tornar um furacão, destrói casas tirando carros do chão, mas quando está bem feliz é apenas uma brisa leve que faz os cabelos das mulheres voarem, cata ventos rodarem, e assim o mundo fluir.

  • Autor: Carneiro (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 10 de agosto de 2026 08:20
  • Comentário do autor sobre o poema: O sentir é mais intenso que qualquer coisa
  • Categoria: Conto
  • Visualizações: 1


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