Nunca te vi, nunca te toquei, mas sei que sempre passa aqui, as vezes cedo demais, as vezes ao meio dia e também tarde demais, te sinto passar entre meus dedos, e no frio fecho portas, janelas, para você não entrar, mas você sempre acha um jeito, vejo as crianças na rua perguntando cadê você, pois a pipa precisa voar, e alguns tem raiva pois você levanta a bata do padre no altar.
Quando você está bravo, vejo se tornar um furacão, destrói casas tirando carros do chão, mas quando está bem feliz é apenas uma brisa leve que faz os cabelos das mulheres voarem, cata ventos rodarem, e assim o mundo fluir.