Poema: A Hora da Estrela (Inspiração à Clarice)
Macabéa é um quase.
É o nada que respira.
Datilografa vidas alheias
e não sabe soletrar a sua.
Come pouco, cala muito,
e sobrevive de migalhas de mundo.
Nordeste na pele, fome na alma.
Ela ri sem motivo,
porque ninguém lhe ensinou a dor.
Glória é nome de novela,
não de quem mora no cortiço
e divide o quarto com baratas.
E então vem a hora.
Sem aviso, sem ensaio.
Um carro corta a rua
e corta também o destino.
Mas na morte pequena dela
explode uma estrela que ninguém esperava.
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 10 de agosto de 2026 06:00
- Categoria: Triste
- Visualizações: 10
- Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz, Gino, Sinvaldo de Souza

Offline)
Comentários1
Muito bom, poeta
Deu para ver a cena.
Abraço
Obrigado! Ao escrever fui vendo o cenário e os acontecimentos à Macabéa! Vida Severina, será que ela saberia disso? Tudo era nada e nada era sem importância de ser... Para ela, tanto faz! O rizo era espontâneo e sem significado de alegria, porque nem isso ela tem, mas também não tem tristeza, apenas está lá em seu ambiente sem Luz, sem vida, sem tudo e sem nada!
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