PÁSSAROS DORMENTES
Flores murchas, machucadas
Nos canteiros são veladas
Quase vivas
Quase mortas
Presas nas suas crisálidas
Sem jardins e sem jasmins
Na poeira devastadas
E as paredes retorcidas
Prende até os querubins.
E nos jardins de puro aço
Onde pousam pássaros dormentes
Aterrissam inconsequentes
A dor que lhe está no peito
Mas o próprio peito não sente
Porque o anestésico da pólvora
Ignora a agonia presente.
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Autor:
Carlos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 10 de agosto de 2026 00:08
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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