Dois em Um

mary_caroliv

Sempre fui Dois e apenas Um

Em todos os momentos, sempre dois.

Ela e Eu no mesmo corpo e cérebro

Tão distintos, tão Iguais , Tão... semelhantes

Sempre me perguntei, se me amar é também amar ela

Se me odiar é odiá-lo; se não julgo Nele o Que odeio em mim

Mas a verdade é que já não sei se me perdi em seu olhar

Me pergunto se eu era tão importante quanto você fazia parecer, me fazia sentir

Aquele belo sorriso que . . . me encanta, chama e pede meu controle

E ainda sim, quando éramos só nós, você me desprendeu de ti

De Um para Dois, e depois de tanto tempo sem estar sozinho assim . . .

Te procurei em todos os cantos, em cada pedaço de mim. Sem nunca notar o vazio que me causou, mas cicatrizou

Sem ela me doeu tanto que gostaria muito voltar, Mas ela se foi e com ela metade de mim

Levando meus fragmentos, minha essência. Levando uma parte de mim

Me modifiquei para nos reencontrar

Por países, cidades e bares eu te procurei minha delicada bela flor

E dentro, no mais íntimo te achei. Odiava admitir o mal que te causei; encolhida, recostada em ressentimento 

A flor uma vez pura e imaculada agora se tornara carmesim e espinhosa, reverberando o que sentia

Me tornei o que mais temia, o ódio dilacerado, repuxado; marcado

Em tanta dor renasci, amei, me tornei, cresci

Agora sem mágoa, sem raiva, só maturidade fundada sobre o alicerce de quem precisou crescer antes do tempo, entender o certo momento

entender que nem toda flor deve ser colhida,

e que algumas flores apenas devem florescer.

  • Autor: mary_caroliv (Offline Offline)
  • Publicado: 7 de agosto de 2026 22:56
  • Comentário do autor sobre o poema: Uma colaboração com o meu amigo Agatolouco. Obrigada pelo convite, foi um prazer escrever contigo
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 5


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