Sempre fui Dois e apenas Um
Em todos os momentos, sempre dois.
Ela e Eu no mesmo corpo e cérebro
Tão distintos, tão Iguais , Tão... semelhantes
Sempre me perguntei, se me amar é também amar ela
Se me odiar é odiá-lo; se não julgo Nele o Que odeio em mim
Mas a verdade é que já não sei se me perdi em seu olhar
Me pergunto se eu era tão importante quanto você fazia parecer, me fazia sentir
Aquele belo sorriso que . . . me encanta, chama e pede meu controle
E ainda sim, quando éramos só nós, você me desprendeu de ti
De Um para Dois, e depois de tanto tempo sem estar sozinho assim . . .
Te procurei em todos os cantos, em cada pedaço de mim. Sem nunca notar o vazio que me causou, mas cicatrizou
Sem ela me doeu tanto que gostaria muito voltar, Mas ela se foi e com ela metade de mim
Levando meus fragmentos, minha essência. Levando uma parte de mim
Me modifiquei para nos reencontrar
Por países, cidades e bares eu te procurei minha delicada bela flor
E dentro, no mais íntimo te achei. Odiava admitir o mal que te causei; encolhida, recostada em ressentimento
A flor uma vez pura e imaculada agora se tornara carmesim e espinhosa, reverberando o que sentia
Me tornei o que mais temia, o ódio dilacerado, repuxado; marcado
Em tanta dor renasci, amei, me tornei, cresci
Agora sem mágoa, sem raiva, só maturidade fundada sobre o alicerce de quem precisou crescer antes do tempo, entender o certo momento
entender que nem toda flor deve ser colhida,
e que algumas flores apenas devem florescer.