Poeira da rotina

Cauã Santos

Sentado,
deixo a raiva sair
para o canto do quarto.

Labutando de sol a sol,
fiquei cego pela poeira
da rotina.

O corpo seguiu
o ritmo dos pés.
Nessa casa vazia
o eco dos passos parecia o próprio coração.

De lá,
pra cá,
de cima,
pra baixo,
pra frente,
pra trás.

O corpo estava cansado,
vivendo no automático.

Passando pelos cômodos,
olhei para a xícara
sobre a mesa.
Tomei um café.

  • Autor: Santos (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 7 de agosto de 2026 17:58
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 1


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