Num agosto qualquer, num papel singelo,
Palavras cruzavam timidez e encanto,
Traçando, em cartas, o primeiro manto
De um laço puro, doce e belo.
No vai e vem do correio, um gesto calado
Segredos guardados em cada canto,
Sorrisos escritos com riso e pranto,
Que o tempo guarda em tom amarelado.
Era amizade, era paixão contida,
Amor pueril, um sonho interrompido,
Que não viveu a sua despedida.
Mas vive em mim, guardado e sem ruído,
Como um suspiro preso em outra vida,
Num velho papel, jamais esquecido.
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de agosto de 2026 06:40
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4

Offline)
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