05/08/2026

Aurora Hortense

Epifania demente. 
Dor causada ao beija-flor que acarinha por crer aquela sempre.

Beija-flor... Flor beijada... ignóbil polen que te atrai, 
Porém só aparenta e só faz de escrava.

Vêm com carinho as abelhas, as borboletas, 
Bem como o amado beija flor,
que em todo prado 
Só a mim quer, a mim me escolhe, a mim me beija. 

Efémera flor que de vazio se queixa,
Do peito côncavo,
Que em si e aos outros deixa.

Seria a flor ou quem la vai que tem culpa de ser arruassuado, partido, deixado em tons… cristais de sais?

Insanamente insana a flor do campo, 
Que vos quer, mas polen dá, mas nunca encanto.

Que ingénua a flor.... de branco se lava..  por cores do são... 
Quando nao tem... tampouco seria, nao é, nunca foi , nem serão...

A cor pura engana, o seu nome emana o antagonismo de quem tem título... mas nunca a fama.

É banhada de ouro, mirra, até incenso. 
Tem a intenção, porém falta sempre o senso.

É branca! É a luz.! É natural que vós escolhestes a Gerbera, a Margarida que memso ao cego sem ver seduz!

Olhai! é a flor predileta! 
É altruísta! (É caricata a flor bela como quem a quer só recebe o que nem a mesma quer que faça parte dela)

É culpada. 
Doente, nem se poe em questão.
Nao tem nutrido quem a tem escolhido
Pois nem a ela sabe nutrir então.

  • Autor: Aurora Hortense (Offline Offline)
  • Publicado: 5 de agosto de 2026 18:35
  • Comentário do autor sobre o poema: duas autoras, dois alter egos. Um poema…
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 0
  • Em coleções: Amélia Saudade, Aurora Hortense.


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