A JUSTIÇA TARDA.MAS NÃO FALHA

JUCKLIN CELESTINO FILHO

              Naquele reino ao Sul da América,

             Terra das Palmeiras,

Reinado aos desvalidos da Lei inalcançável,

Severo  Das Quantas Impagável ,

Dialoga, num  diálogo intrigante 

Com Dona Justa Justina:

- Senhora, não alucina!

 Sem demora, vai! Prepara o retalho,

Assenta o cravo no malho,

Apanha a carta que restou do baralho. 

 Que deu errado,

Neste intrincado rescaldo?

O  réu não podia ser inocentado!

 

- A Justiça, Severo Das Quantas Impagável,

Presumo, não é  mesquinha e miserável,

Não labora por nenhum  tesouro,

Não almeja ganhar 30 moedas de ouro!

- Caro Das Quantas, de sorte,

Que fazer justiça , é não ferir a Justiça de morte!

Thêmis, severa, salieta: A Justiça

Tarda.Mas não falha!

Corta preciso e contundente  pelo fio da navalha!

De maneira cruel e pungente,

Deixa cicatrizes profundas na carne. 

Prova que quem condenou um inocente,

É desonesto e covarde!

 

Reitera  a deusa: A Justiça tarda. Mas não falha!

Não se presta a tácito tratado -

Condenar, ou inocentar qualquer que seja o réu,

Se não estiver estabelecido em lei, tal preceito,

Porque da Justiça, é  dever, garantir  do acusado,

Plena defesa, sendo da balança - o fiel,

Sustentáculo da Justiça que equilibra o Direito.

A Justiça é   punhal! É  afiada lâmina da navalha,

Corta implacável, profundo na carne,

De maneira  cirúrgica e inclemente,

Ao desonesto e covarde,

Que condenou sem provas um inocente!

  • Autor: Poeta (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 3 de outubro de 2020 10:40
  • Categoria: Fábula
  • Visualizações: 40

Comentários1

  • JUCKLIN CELESTINO FILHO

    Classifiquei o poema como fábula. De certo, é fantasioso, querer que a Justiça seja justa, se não for estritamente aplicável ao que precipua a Lei no estabelecimento das provas e, da isenção do magistrado.
    Quem gostaria de ser julgado por um juiz parcial, que julga , e que também, se presta, a órgão acusador?
    A verdade é que há tantas injustiças perpetradas por quem deveria se ater à
    questão jurídica - se é ou não inocente o réu , conforme diga o auto processual...!
    Muitas vezes a Justiça é prestada, sim , para propósitos políticos; projetos equidistantes da finalidade juridico -processual, ou ainda, outros fins, de cunho a amealhar numerários e mais numerários.



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