Às vezes, a alma chora,
me diz coisas que meu nome ignora.
Vejo fora o que em meu peito mora.
Reconhecer dói, demora.
Embora a vida tenha seus ecos
no agora, ora, ora, ora,
chega a tão esperada hora em que
o lápis a mensagem contorna.
A alma, com poesia, me decora.
Escrevê-la, lê-la, me consola.
-
Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 1 de agosto de 2026 22:27
- Comentário do autor sobre o poema: Versos sobre o que a gente guarda no peito e só consegue soltar escrevendo, um consolo.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 89
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua, HMT, Vilma Oliveira
- Em coleções: Silêncios.

Offline)
Comentários6
SERGIO NEVES - ...é isso, meu amigo...,...as palavras, em geral, quando bem direcionadas, têm esse poder de nos transportar para um universo outro -mais adequado aos nossos anseios, distanciando, de alguma forma, as coisas do espírito para um etéreo qualquer (esse "qualquer" aqui fica por conta do que o meu entendimento não alcança por completo)...,...e quando adensadas em forma de poesia, isso se eleva a potências outras...,...e é isso o que tu fazes com sensibilidade além da conta -ditas versos "consolantes" não só à tua alma, mas também às de quem o lê... /// Abçs.
Muito obrigado por esse retorno tão sensível, meu amigo Sergio.
Às vezes, a poesia é o único portal que temos para traduzir o que o peito não consegue carregar sozinho.
Saber que ela serve de consolo para além de mim dá um sentido ainda maior ao lápis.
Um abraço Fraterno!
Boa, bravos.
Parabéns pela arte.
Apegaua
Obrigado meu nobre amigo, uma ótima semana para vocês. Abraço
Boa noite poeta! O uso obsessivo da terminação em ora (chora, ignora, mora, demora, agora, ora, hora, contorna, decora) funciona como o próprio eco mencionado no texto. O jogo sonoro agora, ora, ora, ora imita o tique-taque do relógio e a angústia da espera pelo momento da vazão lírica. O eu lírico experimenta um estranhamento de si mesmo (coisas que meu nome ignora). O inconsciente e a alma guardam verdades profundas que a mente racional (o nome, a identidade social) tenta reprimir ou desconhece, gerando um doloroso processo de espelhamento com o mundo exterior. O sofrimento humano é avassalador, mas encontra uma fronteira física quando o lápis a mensagem contorna. Escrever, aqui, é dar forma e limite à dor, transformando o caos interno em arte visível. Nos versos finais, ocorre uma virada de chave. O que antes machucava ganha beleza (me decora) e se resolve no ato da leitura e da criação (me consola). A poesia deixa de ser apenas o registro do choro e passa a ser o próprio remédio para a alma. Meu abraço poético.
Obrigado pelo rico comentário que fez, uma boa noite, poetisa! Um abraço fraterno.
Refletindo...Lindas palavras, poeta! Ótima noite! Abraços poéticos e excelente final de semana!
Obrigado pela visita, Oswaldo
Uma ótima noite para ti!
Abraços
Você que e feliz.
Pois uma vez, puis me a chorar e a poesia perguntou me se tinha cartão ou pix, para pagar a consolidação.
Ficou porreta o dito, parabéns.
Jcosta
Sou mesmo, não nego... Meu velho diz para mim desde que nasci, temos mais do precisamos, e me batizou de Francisco em homenagem ao de Assis... Então um troca de mensagem dessa já me deixa mais feliz do que Pix... Risos... Abraços
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