Como conseguimos ser tão ingratos com quem nos deu absolutamente tudo o que tinha de melhor? O amor, a confiança, o carinho e o respeito. A que ponto chegamos, a ponto de não conseguirmos resistir ao desejo da carne e não amar apenas um só ser, um só corpo, uma só carne, um só coração?
"Não cobiçarás a mulher do teu próximo."
Será que a desculpa para a ânsia de desejar outra pessoa pode ser por um erro cometido? Ou será apenas uma tentativa de justificar uma escolha que nunca deveria ter sido feita?
Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes deverei perdoar meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?" Jesus respondeu: "Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete."
Se Cristo nos ensinou a perdoar setenta vezes sete, por que retribuir o mal com o mal? Por que pagar com a mesma moeda algo que poderia ter sido conversado, enfrentado e, quem sabe, resolvido?
O que leva alguém a trair quem dizia amar? E, ainda assim, no final, afirmar que ama?
"O que adultera com uma mulher não tem juízo; faz isso quem quer destruir a si mesmo."
Mas quem adultera não destrói apenas a si mesmo. Destrói a confiança, o amor, o carinho e, muitas vezes, a pessoa que um dia o amou de todo o coração.
-
Autor:
Ema Winchester (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 1 de agosto de 2026 18:33
- Comentário do autor sobre o poema: Uma reflexão sobre amor, traição e ingratidão
- Categoria: Amor
- Visualizações: 3

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.