A ingratidão do amor

Ema Winchester

Como conseguimos ser tão ingratos com quem nos deu absolutamente tudo o que tinha de melhor? O amor, a confiança, o carinho e o respeito. A que ponto chegamos, a ponto de não conseguirmos resistir ao desejo da carne e não amar apenas um só ser, um só corpo, uma só carne, um só coração?

"Não cobiçarás a mulher do teu próximo."

Será que a desculpa para a ânsia de desejar outra pessoa pode ser por um erro cometido? Ou será apenas uma tentativa de justificar uma escolha que nunca deveria ter sido feita?

Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes deverei perdoar meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?" Jesus respondeu: "Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete."

Se Cristo nos ensinou a perdoar setenta vezes sete, por que retribuir o mal com o mal? Por que pagar com a mesma moeda algo que poderia ter sido conversado, enfrentado e, quem sabe, resolvido?

O que leva alguém a trair quem dizia amar? E, ainda assim, no final, afirmar que ama?

"O que adultera com uma mulher não tem juízo; faz isso quem quer destruir a si mesmo."

Mas quem adultera não destrói apenas a si mesmo. Destrói a confiança, o amor, o carinho e, muitas vezes, a pessoa que um dia o amou de todo o coração.

  • Autor: Ema Winchester (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 1 de agosto de 2026 18:33
  • Comentário do autor sobre o poema: Uma reflexão sobre amor, traição e ingratidão
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 3


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