Como conseguimos ser tão ingratos com quem nos deu absolutamente tudo o que tinha de melhor? O amor, a confiança, o carinho e o respeito. A que ponto chegamos, a ponto de não conseguirmos resistir ao desejo da carne e não amar apenas um só ser, um só corpo, uma só carne, um só coração?
\"Não cobiçarás a mulher do teu próximo.\"
Será que a desculpa para a ânsia de desejar outra pessoa pode ser por um erro cometido? Ou será apenas uma tentativa de justificar uma escolha que nunca deveria ter sido feita?
Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: \"Senhor, quantas vezes deverei perdoar meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?\" Jesus respondeu: \"Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete.\"
Se Cristo nos ensinou a perdoar setenta vezes sete, por que retribuir o mal com o mal? Por que pagar com a mesma moeda algo que poderia ter sido conversado, enfrentado e, quem sabe, resolvido?
O que leva alguém a trair quem dizia amar? E, ainda assim, no final, afirmar que ama?
\"O que adultera com uma mulher não tem juízo; faz isso quem quer destruir a si mesmo.\"
Mas quem adultera não destrói apenas a si mesmo. Destrói a confiança, o amor, o carinho e, muitas vezes, a pessoa que um dia o amou de todo o coração.