O Agora

Naomelina Manave

O sol deita-se manso na parede,
deshaia o dia em linhas de ouro fino.
A pressa do mundo perde a sede,
ao compasso do vento, tão cativo.
Na chávena fumega o tempo lento,
um livro aberto aguarda na janela.
Não há grande mistério no momento,
apenas a vida a ser mais bela.
Viver é este ofício de moldar
o espanto que renasce no detalhe.
É ver o mar num copo a transbordar,
antes que a noite o silêncio espalhe.

  • Autor: Naomelina Manave (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 31 de julho de 2026 18:25
  • Comentário do autor sobre o poema: Os pequenos detalhes fazem diferença!
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 72
  • Usuários favoritos deste poema: Apegaua
Comentários +

Comentários3

  • Apegaua

    Acho que foi nessa hora, se aproveitando do marasmo da noite.
    E que todas as Cegonhas estavam ocupadas, que nasci.
    Se me lembro, contaram que vim no bico de uma coruja.
    Risossss.
    Muito bom o seu dito, parabéns.
    Apegaua.

    • Naomelina Manave

      Hahaha, possivelmente.
      Muito obrigada, poeta.
      Abraços!

    • Oswaldo Jesus Motta

      Realmente...refletindo. Lindas palavras, poeta! Ótima noite! Abraços poéticos e um encantador final de semana!

      • Naomelina Manave

        Fico feliz que tenha gostado.
        Abraços

      • Jcosta.

        Legal o seu dito, deve ser por isso que em certos lugares, as aguas dos mares estão recuando.
        Deve ser esse seu copo mágico.
        Abraços poetisa.
        JCOSTA



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