O sol deita-se manso na parede,
deshaia o dia em linhas de ouro fino.
A pressa do mundo perde a sede,
ao compasso do vento, tão cativo.
Na chávena fumega o tempo lento,
um livro aberto aguarda na janela.
Não há grande mistério no momento,
apenas a vida a ser mais bela.
Viver é este ofício de moldar
o espanto que renasce no detalhe.
É ver o mar num copo a transbordar,
antes que a noite o silêncio espalhe.

Offline)
Comentários1
Acho que foi nessa hora, se aproveitando do marasmo da noite.
E que todas as Cegonhas estavam ocupadas, que nasci.
Se me lembro, contaram que vim no bico de uma coruja.
Risossss.
Muito bom o seu dito, parabéns.
Apegaua.
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.