O sol deita-se manso na parede,
deshaia o dia em linhas de ouro fino.
A pressa do mundo perde a sede,
ao compasso do vento, tão cativo.
Na chávena fumega o tempo lento,
um livro aberto aguarda na janela.
Não há grande mistério no momento,
apenas a vida a ser mais bela.
Viver é este ofício de moldar
o espanto que renasce no detalhe.
É ver o mar num copo a transbordar,
antes que a noite o silêncio espalhe.
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Autor:
Naomelina Manave (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 31 de julho de 2026 18:25
- Comentário do autor sobre o poema: Os pequenos detalhes fazem diferença!
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 72
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua

Offline)
Comentários3
Acho que foi nessa hora, se aproveitando do marasmo da noite.
E que todas as Cegonhas estavam ocupadas, que nasci.
Se me lembro, contaram que vim no bico de uma coruja.
Risossss.
Muito bom o seu dito, parabéns.
Apegaua.
Hahaha, possivelmente.
Muito obrigada, poeta.
Abraços!
Realmente...refletindo. Lindas palavras, poeta! Ótima noite! Abraços poéticos e um encantador final de semana!
Fico feliz que tenha gostado.
Abraços
Legal o seu dito, deve ser por isso que em certos lugares, as aguas dos mares estão recuando.
Deve ser esse seu copo mágico.
Abraços poetisa.
JCOSTA
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