Nunca quis ser poeta,
com essas palavras confusas,
rimas, metáforas,
versos profundos.
Queria ser normal,
criando memórias comuns,
vivendo em rotinas,
correndo ao lado da multidão.
A normalidade afastou
as palavras que nascem
em ideias confusas,
deixando para trás o meu ser.
Queria ser lembrado
pelas coisas que disse.
O desejo ardendo
em meu corpo,
quero levar as minhas palavras
para alguém.
Tentei falar
o que sentia dentro do meu peito,
como uma criança que foi esquecida
em um parque,
ninguém quis me ouvir.
As palavras foram aos poucos,
guiando-me ao meu ser,
deixarei de seguir a multidão.
Nunca quis ser normal
com essas rotinas confusas,
corridas fúteis, multidões vazias.
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Autor:
Santos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de julho de 2026 09:31
- Comentário do autor sobre o poema: "Escrevi este poema depois de conviver durante muito tempo com uma mesma pergunta: o que acontece quando tentamos deixar de ser quem somos para sermos aceitos?"
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4

Offline)
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