Nunca quis ser poeta,
com essas palavras confusas,
rimas, metáforas,
versos profundos.
Queria ser normal,
criando memórias comuns,
vivendo em rotinas,
correndo ao lado da multidão.
A normalidade afastou
as palavras que nascem
em ideias confusas,
deixando para trás o meu ser.
Queria ser lembrado
pelas coisas que disse.
O desejo ardendo
em meu corpo,
quero levar as minhas palavras
para alguém.
Tentei falar
o que sentia dentro do meu peito,
como uma criança que foi esquecida
em um parque,
ninguém quis me ouvir.
As palavras foram aos poucos,
guiando-me ao meu ser,
deixarei de seguir a multidão.
Nunca quis ser normal
com essas rotinas confusas,
corridas fúteis, multidões vazias.