Para uns sou realidade; para outros, um sonhador.
Alguns me veem como sombra; outros me veem como luz.
Alguns me veem como diabo; outros me veem como cruz.
Para uns sou acompanhante; para outros, perseguidor.
Para alguns eu sou a chave; para outros, a prisão.
Para alguns eu sou a verdade; para outros, a ilusão.
Alguns me chamam de justiça; outros, de punição.
Alguns me chamam de problema; outros, de solução.
Fulano me vê como bolo; ciclano, como fatia.
Fulano me vê como tentação; ciclano, como sabedoria.
Talvez eu seja efêmero; talvez eu seja duradouro.
Talvez eu seja a refeição; talvez eu seja apenas a folha de louro.
Quem sabe eu seja o silêncio; quem sabe eu seja o alto-falante.
Quem sabe eu seja uma vida; quem sabe eu seja um instante.
Para uns eu sou o livro; para outros, o escritor.
Para mim eu sou uma pessoa; para você, só o autor.
Então, no fim de tudo, uma pergunta ainda perdurou: quem eu realmente sou?
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Autor:
Eduardo Wartha (
Offline) - Publicado: 29 de julho de 2026 19:40
- Categoria: Não classificado
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