A corvina dorme onde os sonhos esquecem seus nomes.
No umbral da alma, a névoa veste antigos silêncios,
e a lua costura lembranças nas asas da noite.
Cada pena guarda um adeus jamais pronunciado,
cada voo atravessa jardins que florescem apenas na memória.
Ali, o tempo não caminha; apenas observa.
As cartas espalhadas sobre a pedra revelam destinos partidos,
amores que nunca alcançaram o amanhecer,
promessas dissolvidas na chuva das estações.
A corvina não canta.
Ela recolhe lágrimas invisíveis, transformando-as em estrelas ocultas
que apenas os corações feridos conseguem enxergar.
No umbral da alma, os sonhos não morrem.
Tornam-se névoa, tornam-se vento, tornam-se eco,
esperando que alguém os encontre entre as sombras.
E quando a última folha cai sobre a terra adormecida,
a corvina abre as asas em silêncio,
levando consigo tudo aquilo que o mundo chamou de perda,
mas que a eternidade conhece pelo verdadeiro nome: esperança.
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Autor:
Jullyne and Jully (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de julho de 2026 15:14
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2
- Em coleções: POESIAS D\'Mundo.

Offline)
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