Três moedas na mão —
música alegre,
a vida nunca me teve.
Nunca fui séria.
O inverno quebra os gestos,
comprimidos no escuro,
ilusões repetidas como mentira
necessária.
Bach existe na casa vazia,
lógica que não silencia
enquanto o vento nordeste
entorpece a manhã.
Tédio: experimento de estar
e não estar —
a névoa apaga as árvores,
o dia é um laço sorrindo.
Não lamento a mentira,
lamento que agora
a verdade entre nós
se tornou desnecessária.
Adoro moedas.
Música.
Queda.
Tilintar de Ilusões
de Ayalah Verônica Berg
-
Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 26 de julho de 2026 17:00
- Comentário do autor sobre o poema: "Tilintar de Ilusões", 2026. Mais uma vez, disfarço a tristeza com lamentos... "Inominável Desejo", "Lento" e "Tilintar de Ilusões" encerram meu ciclo de insônia. Como disse meu sábio companheiro: "A ignorância é o travesseiro mais confortável onde uma mulher pode descansar a cabeça"... hehe.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 14

Offline)
Comentários1
Como sempre um encanto, várias chaves nessa poesia, mas ainda tem muita coisa trancada aí, que bom que as vezes se consegue ver pelas janelas...
Abraço
Uma excelente semana, Ayalah
Este poema, "Tilintar...", faz parte de uma série de três poemas. Há alguns dias, tentei acrescentar à série um poema erótico, "cinzas voam", mas meu marido deu risada e disse que eu sou péssima em poesia erótica. Vou colar o link aqui, mas depois vou deletar; minha mãe vem conferir o que eu posto de vez em quando... hehe.
cinzas voam
de Ayalah Verônica Berg
https://ayalahberg.blogspot.com/2026/07/cinzas-voam.html?m=1
Obrigada por ler as bobagens que escrevo.
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