Tilintar de Ilusões

Ayalah Verônica Berg

 

Três moedas na mão —  
música alegre,  
a vida nunca me teve.
Nunca fui séria.
 
O inverno quebra os gestos,  
comprimidos no escuro,  
ilusões repetidas como mentira 
necessária.  
 
Bach existe na casa vazia,  
lógica que não silencia  
enquanto o vento nordeste
entorpece a manhã.  
 
Tédio: experimento de estar  
e não estar —  
a névoa apaga as árvores,  
o dia é um laço sorrindo.  
 
Não lamento a mentira,  
lamento que agora  
a verdade entre nós  
se tornou desnecessária.  
 
Adoro moedas.  
Música.  
Queda.
 
 
Tilintar de Ilusões 
 de Ayalah Verônica Berg 

 

  • Autor: Ayalah Berg (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 26 de julho de 2026 17:00
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 49
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


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