Nas sombras suaves da minha imaginação,
vejo a brisa desenhar a tua curva mais pura.
Esculpidas na noite, sem véu ou hesitação,
tuas formas traduzem a própria escultura.
Em silêncio, a penumbra abraça o teu corpo,
meus olhos percorrem teu relevo sereno.
Teus seios, dois montes onde o desejo se faz porto,
se erguem ao ritmo do ar que respiras, suave e pequeno.
Sinto teus dedos, como pétalas de fogo na pele,
despertando o mapa secreto do meu sentir.
Não há pressa no instante em que o tempo congela,
há apenas o compasso do teu próprio fluir.
Aos poucos, a dança rompe o manso riacho:
tu te elevas e desces no meu horizonte,
Cavalga a noite num galope ritmado e ritmado enlace,
onde a forma se entrega à nascente da fonte.
E no ápice mudo dessa arquitetura do prazer,
já não há mais mistério no que o verso escondeu:
despojada de tudo, sem nada a conter,
és a tempestade nua pulsando em cima do que é meu.
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Autor:
Versos Discretos (
Offline) - Publicado: 26 de julho de 2026 10:56
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 4

Offline)
Comentários1
Lindo... maravilhoso... amei!
Parabéns pelo poema!
Obrigado pelo comentário sz
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