Ré Confessa
Aqui estou mais um dia,
Sob o olhar sanguinário do vigia.
Virei prisioneira da minha própria ira.
Sou ré confessa, exponho todas as feridas
De uma alma machucada,
Um corpo que nunca cicatriza.
Me condeno com a própria língua,
E a sanidade virou sinônimo de distopia.
Entre erros, acertos, mentiras e penitências,
Virei a ré e a juíza da minha própria vida.
Atrás das grades da culpa,
Faço da dor a minha moradia.
Me martirizo, me lamento,
Me torno cada vez mais distante,
Sem conseguir provar pra mim mesma
Que não sou mais a mesma de antes.
-
Autor:
A Loba (
Offline) - Publicado: 25 de julho de 2026 23:22
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 42
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Rogério, Apegaua

Offline)
Comentários1
Os mantedores do site, queiram me contradizer, mas a frase abaixo e que estimula o anonimato.
USUARIOS FAVORITOS DESSE POEMA.
_ E como deveria ser a frase?
POEMA, FAVORITO DOS USUARIOS.
E do poema, o que dizer.
Ótimo texto, parabéns para a poetisa.
Ficar bem.
Apegaua
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.