Eis que fecho os olhos meus
E regresso àquela manhã.
E revejo os olhos negros
Que a mim buscavam.
E pressinto a inquietude
Que por ti rodeia sempre.
E ouço o palpitar profundo
Que por nós atravessa.
E anseio pelo cerco
Que não nos emenda.
Eis que abro-os.
E retorno ao meu mundo
Que já não me encaixa.
E culmino memórias
Que se negam voar.
E braseio saudades
Que insistem queimar.
E circulo a banca
Que se diz arrumar
A bagunça que restou em mim.
-
Autor:
Vk (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 24 de julho de 2026 23:23
- Comentário do autor sobre o poema: Certos dias se vão. Sem deixar nada. Sem despedida.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.