vk_noctur

O amanhã nublado

Eis que fecho os olhos meus

E regresso àquela manhã.

E revejo os olhos negros 

Que a mim buscavam.

E pressinto a inquietude 

Que por ti rodeia sempre.

E ouço o palpitar profundo 

Que por nós atravessa.

E anseio pelo cerco

Que não nos emenda.

 

Eis que abro-os.

E retorno ao meu mundo 

Que já não me encaixa.

E culmino memórias 

Que se negam voar.

E braseio saudades

Que insistem queimar.

E circulo a banca

Que se diz arrumar

 

A bagunça que restou em mim.