Eis que fecho os olhos meus
E regresso àquela manhã.
E revejo os olhos negros
Que a mim buscavam.
E pressinto a inquietude
Que por ti rodeia sempre.
E ouço o palpitar profundo
Que por nós atravessa.
E anseio pelo cerco
Que não nos emenda.
Eis que abro-os.
E retorno ao meu mundo
Que já não me encaixa.
E culmino memórias
Que se negam voar.
E braseio saudades
Que insistem queimar.
E circulo a banca
Que se diz arrumar
A bagunça que restou em mim.