Ah meu Nero,
Sou sua;
Seu fogo me incendiou.
Me dedilhe como sua lira,
Música para seus ouvidos:
Meu corpo inflama,
Seu templo delira.
Veja como seus olhos
Me queimam;
Me põem em ruínas.
Seu amor é de fósforo,
O meu de gasolina.
Ah meu Nero,
Sua voz me acende;
Meus ossos derretem;
Meu corpo te pede,
Até virar cinzas.
Ah meu Nero,
Cada vez que eu te consumia,
Com um amor chamuscado,
Com seus beijos que viciam
Uma fumaça subia.
Como se Roma ardesse
Pelo desejo
Que você ateou.
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Autor:
Ella (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 24 de julho de 2026 23:02
- Comentário do autor sobre o poema: O desejo quase visceral que eu sinto de alguém. Um amor urgente e, claro, quente. Será que todo amor é assim? Ou só alguns imperadores que são capazes de atear tamanho fogo?
- Categoria: Amor
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Ellla

Offline)
Comentários1
Os amores são, no mais, diversos sabores. Há os que carregam grande doçura, assim como há alguns que trazem um amargor profundo. Mas ainda assim, a chama é o que os torna iguais. Acesa com tamanha desenvoltura e clareza que nos faz perder a razão, entorpecidos pelo brilho e, claro, pelo calor proporcionado.
Por sinal, belo poema!
Concordo com você. Muito obrigada!!
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