Ah meu Nero,
Sou sua;
Seu fogo me incendiou.
Me dedilhe como sua lira,
Música para seus ouvidos:
Meu corpo inflama,
Seu templo delira.
Veja como seus olhos
Me queimam;
Me põem em ruínas.
Seu amor é de fósforo,
O meu de gasolina.
Ah meu Nero,
Sua voz me acende;
Meus ossos derretem;
Meu corpo te pede,
Até virar cinzas.
Ah meu Nero,
Cada vez que eu te consumia,
Com um amor chamuscado,
Com seus beijos que viciam
Uma fumaça subia.
Como se Roma ardesse
Pelo desejo
Que você ateou.